quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Veterano Nível 2

Veterano Nível 2


   Fala galera! Já faz um tempo que não apareço aqui, tanto tempo que quando fiz o último post eu ainda estava  no 4° semestre, enquanto agora acabei de encerrar nessa semana o 5° semestre. Mas por que depois de tanto tempo só estou acabando outro semestre agora, não deveria ser o 6° semestre?
   Bem, é que no começo do 5° semestre houve uma greve estudantil na universidade e passamos 2 meses sem estudar, só depois voltou as aulas e nessa semana acabou esse semestre que mais pareceu um ano inteiro de tão arrastado. Se você está se perguntando "greve estudantil", sim foi uma greve estudantil que nós estudantes fizemos contra o aumento de RU, os professores não aderiram mas também não tiveram para quem dar aula. Nem preciso dizer qual curso puxou a greve, não? HISTÓRIA! Fala sério, eu amo esse curso!
   Depois vou fazer alguns posts sobre como foi participar da greve estudantil e sobre o RU, acho que vocês vão gostar disso galera. A greve serviu para mostrar o quão importante é a mobilização estudantil e principalmente dos cursos da área das ciências humanas nesses movimentos. História só tem Fera!
   Mudando de assunto, durante esse 5° semestre entrou uma nova turma de 1° semestre, os calouros desse ano. Isso significa que agora minha turma está no Nível 2 de veteranos. Daqui alguns meses a gente chega no Nível Supremo. Pensando nisso, agora que estou no 3° ano de faculdade, percebi que o tempo passa bem rápido quando a gente entre na Universidade. Já passou mais da metade do curso, da minha turma restou praticamente um terço da quantidade que entrou há três anos... Todo mundo agora só pensa no TCC, é o que se passa na cabeça de veteranos que já passaram da metade do curso.
   Aliás, o TCC é o marco diferencial entre o veterano nível 1 e o 2. Quando você é calouro, o TCC é uma ideia distante a anos luz da sua realidade, você até tem alguma ideia mas não faz ideia do que vai fazer e quem vai te orientar. O veterano nível 1 conhece bem a universidade e o curso, começa a pensar mais a sério no TCC mas ainda não tem muita ideia do que vai fazer, talvez se já se identificar com um professor você começa a ler alguma coisa que ele te indicar e fica só nisso. Agora quando você chega no nível 2, por onde você chega estão te perguntando sobre TCC porque no ano seguinte você vai se formar então tem que correr atrás. 
   Ser veterano nível 2 também indica que você tem 2 turmas que já foram seus calouros, o que coloca uma responsabilidade grande nas suas costas porque você como veterano tem que aconselhar algumas coisas e ajudar como pode. É interessante pensar que quando você vê eles preocupados com alguma prova, você pensa "eu já passei por isso, parece que faz tanto tempo", quando às vezes só passou um semestre.
   Então para todos os veteranos nível 2 vai a dica, comecem a articular seu TCC e entendam a responsabilidade dessa posição, força galera!

sábado, 10 de março de 2018

Merecidas Férias

Merecidas Férias


   E aí, galera! Já faz um tempo que não posto nada porque estive em outros projetos e enfim, acabou o 4° semestre! Agora estou de férias até o final do mês e resolvi compartilhar a experiência do último semestre com vocês.
   Conclui a metade do curso até agora e o que ficou para mim disso? 
   O tempo no curso de História me fez compreender alguns aspectos da Historiografia que estudei no primeiro semestre mas na época  como tinha começado a ver esse assunto a pouco tempo, acredito que não tinha a maturidade intelectual da área para compreender essas questões como faço hoje. Está aí uma dica válida, procurar as anotações e os textos lidos no começo da faculdade pode ser bom para termos uma nova interpretação daquele conteúdo a partir do conhecimento que construímos com o tempo. A maior prova disso é que estou redescobrindo Apologia da História (Marc Bloch).
   Senti que esse semestre, apesar das trocas de aulas que deixou turma várias vezes sem saber quem ou se teria aula e entrecortado pelo recesso natalino/ano novo, foi relativamente mais tranquilo que o anterior. Os trabalhos foram passados já no começo do semestre para serem entregues no final, com um prazo adequado, mesmo que o nível dos trabalhos tenham aumentado significamente em qualidade e quantidade de páginas. 
   Nossos professores costumam dizer que quem chega na metade do curso na maioria dos casos consegue concluí-lo até o final. Vendo a quantidade de estudantes na minha turma, desconsiderando alguns de outros semestres que estavam adiantando ou refazendo disciplinas no 4° semestre, observei o quanto a turma original diminuiu para pouco mais da metade dos 45 alunos do começo. Alguns colegas mudaram de estado e transferiram para História em outras universidades. Alguns faltaram bastante as aulas. Alguns se matricularam mas não apareceram. E temos nós, o grupo pequeno que continua seguindo firme.
   Certamente este semestre teve experiências novas e boas. Por estarmos juntos desde o começo e atualmente em menor número a turma se conhece bem, mantém uma convivência amistosa e agradável, continua unida, conhece praticamente todos os professores de departamento e seus métodos avaliativos e tem mais experiência acadêmica para se mobilizar quando é necessário.
   Agora vou aproveitar estas semanas de férias antes do começo do 5° semestre, quando vai entrar a nova turma de calouros que vai entrar no mesmo período que minha turma estuda. Seremos Veteranos Nível 2. Momento de procurar orientador (a) e pensar no tema do TCC. 
   Bons estudos, até o próximo post!

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

O 4° Semestre, literalmente metade do curso

O 4° Semestre, literalmente metade do curso


   Fala galera, há quanto tempo! Essa semana iniciou as aulas do 4° semestre de História e eu continuo firme no curso, há menos de um mês concluímos o semestre anterior que foi bem puxado mas consegui passar de todas as matérias. A rotina universitária exige bastante de nós, além das aulas tem as viagens, os eventos, os grupos de estudos, pesquisas... As férias foram sim curtas, porém me deram o tempo de renovar as energias. 
   O que posso dizer até aqui sobre a faculdade e o curso de História? Bem, desculpa aí se parecer generalizadas as minhas observações porque eu estou compartilhando minhas experiências como base das análises a seguir, provavelmente vocês passaram, passam ou vão passar por coisas diferentes. Só que algumas coisas não diferem.
  • Número de alunos diminuindo: sei que algumas turmas permanecem inteiras até a formatura mas na maioria dos casos, a turma diminui de forma que o pessoal que continua depois da metade do curso geralmente segue junto até o final. A turma com quem estudo já reduziu para metade em relação ao começo da faculdade, o número de quem frequenta é ainda menor.
  • União entre a turma (ou não): é sério, se você passa pra lá de quatro anos convivendo com as mesmas pessoas todos os dias, todo mundo feliz no começo do semestre e todo mundo louco no final do semestre, se você e seus colegas não se ama, então com toda certeza se odeiam. As turmas que se formam se dividem em dois extremos, ou é uma turma unida do começo ao fim ou é uma turma separada cheia de tretas ao ponto de ninguém olhar na cara de ninguém.
  • Saber o método de ensino dos professores: quando a gente já teve aula com um professor e esta mesma pessoa pega outra disciplina, você já sabe mais ou menos o que esperar. Quando os veteranos comentam sobre o professor é uma coisa, você saber como ele trabalha é outra. A experiência pode ajudar muito nessa caso.
  • Problemas de um ou da turma com um professor: é algo bem comum na universidade e nas escolas, nos casos extremos a turma inteira faz um abaixo-assinado solicitando a transferência do professor naquela matéria. Pode ser que o professor consiga trégua nas aulas, sim. Mas o clima fica meio pesado na sala.
  • Saber como funciona a estrutura da universidade: é uma das melhores coisas de ser veterano, você sabe o melhor horário de ir no RU, na lanchonete, nos laboratórios, na biblioteca, no xeróx, sabe quais são as melhores vagas de estacionamento, sabe quando vale a pena ir na aula, sabe o horário de funcionamento das coisas na universidade, tem um conhecimento mínimo ds burocracias, sabe identificar um calouro, não faz questão de estar sempre uniformizado, sabe onde encontrar PDF, sabe om quem conversar na secretaria ou no departamento, sabe quando é melhor não participar de alguma coisa... 
  • Vira um bom calculador de contas: talvez isso gere polêmica, mas mesmo as pessoas de humanas desenvolvem alguma habilidade matemática na vida universitária. Você precisa saber quanto vai gastar com xeróx, com lanche, quantos dias tem para devolver o livro sem pagar multa, saber calcular a multa, calcular os dias para provas e seminários próximos, calcular o quanto vai pagar em gasolina ou na passagem de ônibus/metro/van/táxi, calcular os valor de provas e trabalhos e muito mais coisas. Pessoalmente, aprendi até a calcular só por visão o local exato onde o ônibus vai parar só para conseguir um lugar para sentar e quando não tem então calcular o lugar onde dá para ficar longe dos esbarrões. 
   É por enquanto isso galera, parece que nesse semestre as coisas serão mais simples, pretendo escrever aqui com mais frequência.
Até o próximo post! e #focanosestudos

domingo, 28 de maio de 2017

Veterano Nível 1

Veterano Nível 1

   Olá galera! Animados com mais um semestre letivo que se inicia? Agora somos veteranos!!!!! Quero dizer, VETERANOS NÍVEL 1.
   As aulas voltaram há duas semanas, estou oficialmente no terceiro semestre do curso de História (ou no segundo ano, se preferirem assim). Devido a umas questões de greve e paralisações alguns anos atrás, a universidade onde estudo tem um calendário letivo que não segue o padrão de começar no início do ano e encerra em dezembro, então sim, terminei um semestre em abril e comecei outro um mês depois, em maio.
   Mas agora é diferente dos dois últimos semestres, sabem o motivo? Não somos mais “os novatos” do curso e do campus, entrou uma nova turma de calouros de História, assim como em todos os cursos, agora também. Isso significa que não somos mais os calouros, somos veteranos!
   Eu sabia que tinha entrado uma turma nova de calouros quando cheguei no 3º semestre. Entretanto, para mim isso não mudava muita coisa, afinal, qual é a diferença entre ser calouro ou veterano? É só o fato de ser seu primeiro ano ali? Não há alguma explicação mais profunda para isso?
   O que quero dizer com isso? Um colega uma vez me disse algo sobre isso que eu quero compartilhar com vocês. Existe a diferença entre calouro/veterano. E também tem a diferença entre os níveis veteranos:
1º ano (semestre 1/2): CALOURO
2º ano (semestre 3/4): VETERANO NÍVEL 1
3° ano (semestre 5/6): VETERANO NÍVEL 2
4º ano (semestre 7/8): VETERANO SUPREMO
   E assim vai a divisão, lembrando que os Veteranos Supremos estão no último ano dos cursos. Nessa escala eu estou dentro do Nível 1 dos Veteranos.
   Ainda sim, que relação há entre essa escala e o fato de que não que eu não via o que tornava um calouro diferente de um veterano? Bem, nessa semana eu percebi. Algumas pessoas me pediram informações sobre salas, bloco e a localização do R.U. São coisas que hoje não tem complicação para mim, já sei onde fica todos os lugares lá na universidade como se fosse a minha casa... Porém, há um ano eu também não sabia onde eram as coisas. Foi então, no momento que eu dei a informação que entendi o significado da diferença do entre calouros e veteranos. É nesses momentos que você sente que agora é veterano. Eu senti.
   Calouros/veteranos vai além de nomeações ou referência de diferenciação aos novatos. Quando você é calouro, a faculdade parece tão grande, você se perde, se confunde, não sabe como funcionam as coisas lá dentro. Quando você é veterano, você já passou pela experiência de no mínimo um ano.    Você já sabe onde fica tudo e como funcionam as coisas. É a experiência cotidiana naquele habitat conhecido por Universidade.
   Estou feliz por entrar em mais um semestre, está sendo uma ótima experiência. Vou voltar para minhas atividades, que agora que somos veteranos os professores não pegam mais tão leve como com os calouros. Veteranos, calouros, pré-calouros e pós veteranos, até o próximo post!

terça-feira, 18 de abril de 2017

Saúde Universitária

Saúde Universitária

Como vai galera? Hoje finalmente entreguei o último trabalho do segundo semestre. Antes que o semestre encerre oficialmente, fiz esta postagem para esse mês de abril. O assunto que vim tratar é um tanto delicado e está na minha “área de trabalho” de idéias de posts já faz uns dois meses. É sobre a saúde.
Na metade desse semestre, minha grande amiga e colega de turma sofreu um infarto. Ela passa bem, recebeu acompanhamento e voltou para a casa da família em outra cidade, onde até hoje faz um tratamento para melhor se recuperar. Apesar da aparente calma com que eu narro esse fato, a verdade é que na época todos nós ficamos muito preocupados (e ainda estamos) com a saúde dela. Isso levantou uma questão na minha mente: saúde universitária.
A colega acima mencionada não tinha qualquer predisposição a ter um infarto, mas ela veio cursar faculdade numa cidade longe de casa, morava numa república distante numa cidade onde não tinha parentes, embora a família a ajudasse. Percebemos que ela se alimentava muito mal (só salgados e macarrão instantâneo durante oito meses), ela não gostava de almoçar no RU e dizia sempre que estava bem... A má alimentação foi apontada como um dos principais motivos do infarto.
Os universitários que saem de casa e vão morar sozinhos numa nova cidade precisam tomar muito cuidado com a alimentação, saúde é uma questão séria. Conheço muitos estudantes que não se alimentam direito e passam mal direto. Independente da situação, é fundamental para o bem estar físico uma boa alimentação e o sono em dia. Nosso corpo não é uma máquina. Essa postagem é para vocês e para mim também... Teve dias tão corridos que dormi pouco e me alimentei mal, mas já organizei isso.
Claro que há outras questões que envolvem a saúde dos universitários, como licenças para cirurgias ou tratamentos, licença de gestação ou mesmo depressão. Mas procurei falar mais aqui da alimentação e do sono porque geralmente temos mais controle sobre estes, além de serem fundamentais para a saúde. Vamos tentar prestar atenção no cuidado que temos com nós mesmos, certo? #SaúdeUniversitária. Esse post é dedicado à minha amiga anteriormente mencionada, estamos torcendo para que ela se recupere e volte no terceiro semestre.
Amanhã será o último dia de aula e já estou sentido saudades desse caótico semestre 2016/2. Fico feliz por estar finalizando meu primeiro ano no curso de História, e cada dia tenho mais certeza que escolhi o curso certo. Como diz o bordão da minha turma: “História só tem Fera”! O curso é ótimo, as disciplinas são ótimas, os professores são ótimos, e os colegas então são todos malucos como eu. Agradeço especialmente a vocês que lêem e acompanham o que escrevo. Como Nietzsche lembra, a História deve servir a vida, então espero que as postagens possam servir de alguma forma para quem já faz parte ou vai entrar no mundo acadêmico. O acesso de vocês no blog é uma grande motivação para que eu compartilhe mais experiências. Gostaria também que vocês compartilhassem suas experiências, críticas, sugestões e contribuições nos comentários.
Um abraço em todos vocês. Até o próximo post!

quarta-feira, 29 de março de 2017

Desistência na Universidade

Assunto Sério: Desistência


Como vai, galera? Entre tantos trabalhos consegui encontrar um tempo para escrever aqui sobre um assunto muito sério que venho acompanhando na minha turma. Os veteranos alertam para isso, mas quando a gente é calouro nos primeiros meses todos começam com uma animação tão forte que pensamos que a turma vai prosseguir toda junta no decorrer do curso até a formatura, mas parece que a realidades é bem diferente.
Pelo que pude constatar não apenas em relação ao meu como também nos outros cursos, é que há uma tendência das turmas diminuírem porque alguns alunos vão desistindo. E parece que isso acontece geralmente em todos os cursos, sendo que em certos casos menos de um quarto dos estudantes que começaram finalizam a jornada universitária (há uma sala de veteranos de História em que só há seis alunos, além de todos saberem de uns anos atrás, quando a formatura de História formou uma turma que só tinha quatro estudantes).
Tenho ainda bem recente as memórias do primeiro dia de aula, foi 13 de junho de 2016. Minha turma, os calouros de 2016 em História, era composta por 45 pessoas. Não faz nem um ano que aconteceu. Lembro-me de no segundo dia estarmos todos reunidos em círculo na sala, contando um pouco sobre nós e o motivo pelo qual escolhemos cursar História. Todos estavam muito animados, era uma turma bastante heterogenia, diversificada, porém em comum todos tinham a vontade de seguir a jornada e nos formar quatro anos depois.
O primeiro semestre foi tranquilo. Os professores evitaram pegar muito pesado porque tínhamos acabado de chegar e tudo era novidade. A nova rotina universitária precisava de um certo tempo para ser assimilada por nós. Mesmo com duas ou três desistências, a turma encerrou o primeiro semestre bastante unida e cheia.
Nesse segundo semestre, principalmente depois do período de recesso de dezembro/janeiro em que acumularam trabalhos, leituras, pesquisas e avaliações, as coisas mudaram de ângulo. Muitos estudantes acabaram por desistir do semestre e mesmo do curso tanto por motivos pessoais como pela dificuldade em fazer as atividades propostas das disciplinas, que ficaram muito acumuladas de uma forma que tive colegas que tiveram que escolher qual atividade entregariam de forma que conseguisse ao menos a média para aprovação no matéria. Conversando com todos os colegas que ainda estão presentes comigo na turma, chegamos à conclusão que a dificuldade de conciliar a vida acadêmica com a nossa vida fora da universidade é o principal motivo das desistências, e concluímos (pelo menos na nossa sala) que além de nos unirmos mais formando grupos de estudos, também precisamos do apoio dos professores para que relativizam mais a quantidade de leituras e de trabalhos para assim tentar diminuir a desistência nos próximos semestres.
Desistência é um assunto de extrema seriedade que precisa receber a devida atenção do Colegiado de Curso (ou a organização de professores e alunos que define as estruturas e questões do curso), da Reitoria e do governo federal (para as universidades públicas). Sinceramente, passar doze anos na escola, fazer vestibulares e ENEM não é fácil. Conseguir entrar na universidade, pública ou particular, é um feito digno de mérito.
Falo isso para todos os estudantes dos diferentes graus de formação ou instituições, em alguns casos as desistências são necessárias ou inevitáveis (como quando o curso escolhido não for é a vocação), mas proponho a vocês que estão lendo esse texto e para mim mesma, agora, tentar dar o máximo de nós para concluir a graduação. Se preciso for, que tranque por alguns semestres ou anos, mas não desiste. Continue, porque em a Universidade é apenas uma fase, passageira como qualquer outra fase. Avante, Historiadores (e todos os graduandos), temos muito trabalho a fazer em relação ao momento atual e futuro desse mundo!

sábado, 14 de janeiro de 2017

Estudar Durante os Recessos

Estudar nas Férias


Oi galera! Essa é minha primeira postagem aqui no blog então já desejo a todos vocês um ótimo ano universitário em 2017. Como fiquei muito tempo sem postar vou esclarecer umas coisas... Primeiro: estou no segundo semestre, as aulas começaram em novembro e agora estou meio que de férias porque da pausa de começo de ano, mas o recesso termina no fim de janeiro agora e então continua o semestre que terminará em março. O que estive fazendo esse tempo todo?  Bom, depois de descansar bem em outubro as aulas voltaram a todo vapor e já na primeira semana me envolvi num evento de Semana de História, participei de Simpósios, mini-cursos, palestras... Era o dia todo.
Depois a matéria começou a correr depressa, já estava no fim do ano prestes a entrar em recesso e os professores passaram vários trabalhos para fazer durante as férias e valendo parte da nota e ainda tenho que ler uns livros e me preparar para uma apresentação em grupo programada para fevereiro. Além disso, ainda tenho vários compromissos por fora por que férias é só da faculdade mesmo por que o resto continua corrido. Mas não precisamos perder a cabeça (ser do grupo que só sabe reclamar dos professores não adianta nem ajuda porque passar trabalhos e provas faz parte do que se propõe a profissão de ser professor, e fazer trabalhos e avaliações é o que significa ser um estudante/aluno. Ao invés de reclamar o melhor é focar no que temos realmente que fazer e ficar longe dos que reclamam para não cair naquela neurose) para conciliar a nossa vida com os estudos, basta se programar. No semestre passado aprendi essas técnicas no IMC e desde então estou usando elas, então vou compartilhar com vocês por quem sabe não pode ajudar?
É o seguinte, para os trabalhos escritos que devem ser entregues com um prazo, você pode se programar deixando alguns minutos do dia dedicados a isso e ir lendo e escrevendo um pouco, mas sabe, sem enlouquecer ou se desgastar demais. Se preferir (e tiver tempo para) reservar uma tarde ou um dia inteiro para fazer tudo e terminar logo, também é bom, às vezes faço isso quando o prazo aperta, mas considero bem mais desgastante e no final a gente parece um zumbi quando termina de colocar a última referência na bibliografia. Por isso estou fazendo um pouco de cada coisa em cada dia, por conta do tempo que ainda tenho livro e para não me saturar a cabeça nessas férias. Claro que eu sei que na nos dias que antecederam o retorno às aulas vou acelerar as coisas que tenho para terminar, mas por enquanto, mesmo nos dias corridos, eu leio ou escrevo ao menos um parágrafo antes de dormir.

Bom, acho que era isso que eu tinha para dizer. Já estava sentindo falta de escrever aqui e espero que esse novo ano de 2017 seja ótimo para todos nós. Um Abraço Histórico em todos vocês e não deixem os trabalhos acumular.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Halloween Universitário

Halloween Universitário


   Boa tarde, galera! Hoje é 31 de outubro, uma data muito divertida no mundo todo, dia do Halloween... (pausa para a risada do mal). Estou de férias só aproveitando que daqui umas duas semana minhas aulas retornam, enquanto isso estou curtindo o Halloween. Posso afirmar que o Halloween para o universitário só tem um significado: festa!
   Desde sábado a gente já começa a comemorar, domingo então é o dia perfeito para ir numa festa. arrumar uma fantasia legal ou uma roupa velha nossa que junto com uns acessórios nada a ver dão uma fantasia única. O lado bom do Halloween é que uma pessoa sem vaidade, como eu, pode chegar na festa do jeito que quiser. 
   O outro lado da comemoração não é bem uma comemoração se você tiver prova hoje ou amanhã no primeiro horário, aí a coisa complica porque você precisa escolher entre estudar ou se divertir, e se você escolhe a segunda opção, a bruxa do Halloween vem te assombrar na nota da prova. Pensando no lado bom, se passar a noite toda estudando a gente nem precisa se fantasiar para parecer um zumbi kkkkk... Brincadeiras a parte, um conselho de alguém cdf: prioridade nas provas.
   Agora se você está tranquilo, tem até uma fantasia pronta e vai na festa para perder a madrugada, então meu conselho é se divirta bastante, não beba a bebida com olho boiando dentro, lembra de se beber não dirigir alcoolizado, usar camisinha e evitar confusão com a polícia.
   Confusão é um tema polêmico em festas universitárias. O que posso dizer disso? O principal é que as calouradas são indescritíveis, não dá para descrever com palavras, só indo para saber como é. As festas em geral são loucura, é nelas que a gente vive as histórias mais malucas embora eu não goste muito de festas porque sou do tipo pouco sociável. De qualquer forma, depois de meses estudando é bom ter um dia assim de descanso para descontrair a vida, afinal, a vida é feita para viver.
   Juízo para quem vai festejar e bom Halloween para todos.

sábado, 15 de outubro de 2016

Fim de Semestre #partiuFérias

Fim de Semestre #partiuFérias

   Olá galera, vim falar hoje sobre algo que todos nós passamos (se não houve desistência das aulas antes)... Passar raiva com o xérox? Não! O texto de hoje escrevi baseado na minha experiência pessoal do último mês, em especial das últimas duas semanas. Estou falando do final do semestre (ou de período, se preferirem).
   Independente do seu curso ser semestral ou anual, o fim de semestre é um momento único cheio de loucuras, estresse, lugar de xérox lotados, biblioteca lotada, livros esgotados, R.U. lotado, acumulação de trabalhos, todas as provas marcadas juntas, mais trabalhos marcados e trocas de aulas entre professores. É aquele momento que aparecem pessoas na sua sala que você nem lembrava que estudava lá e pedem que você empreste seu caderno, tiram foto das suas anotações, entram no seu grupo de trabalho, a lista é longa. Também é a época de cobrar os professores das avaliações atrasadas, reclamar da nota, tentar recuperar a nota, em alguns dias os ânimos entre os estudantes pode estar tão exaltado que não raro acontecem discussões sérias de verdade. 
   Se você é um nerd vai se preocupar apenas com os décimos que o professor descontou da sua prova só para não dar o amado 10. Se você não é um nerd então procura ser chegado de um. E nada melhor do que avaliações em dupla ou grupo para promover essa amistosa comunhão, "unidos venceremos".
    Apesar do estresse total, da loucura geral, da atmosfera quase de Jogos Vorazes e da falta que eu senti de uma boa noite de sono, devo admitir que até curti um pouco #prontofalei. Meus colegas me matariam se lessem isso (isso mesmo nem eles sabem que tenho esse blog, guardem esse segredo minha gente). 
   A gente reclama  durante um tempo, faz drama quando conversa com todo mundo, fala o quanto está difícil daquele jeito que eu sei que TODOS fazem. Só que chega o último dia e a gente pensa já acabou, Jéssica? Mas aí começa abater uma saudade no peito e você se despede da turma e dos professores (incluindo os muito bacanas que infelizmente não vão te dar aula no próximo semestre) mesmo que seja por um tempo curto de recesso, principalmente se você está pagando greve como eu, e vai ter umas férias de quatro semanas só. E quando a gente olha para trás sente falta daquele agito. 
   A boa notícia ou não é que logo recomeça um novo semestre. Se você tem série anual, o recesso entre dois semestres é um alívio momentâneo porque a batalha mesmo está por vir no fim do ano letivo. Se você é semestral como eu, esse momento é de comemorar mais uma etapa e esperar para conhecer muitas pessoas novas no próximo semestre. 
   Vou aproveitar minhas férias agora para repor meu sono atrasado, volto a estudar no começo de novembro. É isso galera, valeu por me acompanharem nesse início. Em breve volto com mais posts. Bons estudos para quem está em época de aula e ótimo descanso para que quem está de férias. 

sábado, 10 de setembro de 2016

Aula de Campo

Aula de Campo

Como vai galera? Depois de um mês segurando esse assunto, vou falar sobre a esperada e desejada Aula de Campo. Todos os cursos universitários têm em seu currículo aulas fora do ambiente da sala de aula, as visitas para outros lugares que podem ser perto da universidade ou fora da cidade, não importa. Devo dizer que o referido recurso que nós alunos chamamos de “viagem de campo” independentemente da distância, me é familiar desde minha época de escola. A verdade é que pouco ligamos para as condições do ônibus, o que a prefeitura mandava para a escola no ensino médio era bem velho acabado, mas meus colegas vibravam ao adentrar nele porque estavam empolgados com a ideia de passar o horário da aula fora da escola com toda a turma.
   No caso da minha faculdade, lá os ônibus passam mais segurança para a gente, embora a empolgação dos universitários em relação as divertidas aulas de campo sejam idênticas aos dos estudantes dos ensino médio. É uma atmosfera contagiante... Estar com os amigos, ver a paisagem, passar o tempo da aula num lugar diferente... Acontecem as histórias mais loucas da sua vida universitária durante essas aulas “diferentes”.
   Mês passado, no começo de agosto, tive a oportunidade de participar de uma semana de aula de campo num sítio arqueológico do outro lado da cidade. Foi minha primeira aula/viagem de campo desde que ingressei em História e só posso dizer que foi DEMAIS, em letras maiúsculas mesmo! É sério gente, aquela semana ficará na minha memória por muito tempo porque foi incrível, desde as horas de viagem até as experiências. Conheci muitas pessoas legais, me diverti além da conta, vivi muitas histórias que se contasse vocês não acreditariam... Mal posso esperar para a próxima.
   As aulas de campo acontecem em todos os cursos, e para nossa sorte História é um dos que mais tem “viagens”, para museus, bibliotecas, locais históricos, congressos, cidades antigas, etc. Um amigo me disse quando a gente falava dessa viagem (ele também foi) que é nesses momentos que nos sentimos estudantes. Ser aluno vai além de sentar todos os dias na mesma carteira da escola. Abrange um conhecimento maior, interdisciplinaridade, didática e experiências que ultrapassem as metodologias positivistas. A aula de campo abre nossos horizontes e proporciona aprendizagens de forma mais divertida em um ambiente multidisciplinar.
Até o próximo post...!

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

VUMOHIS (Viver Um Momento Histórico)

VUMOHIS

Oi gente, desculpa o atraso, essas últimas semanas minha agenda estava lotada de provas, trabalhos, artigos, projetos e xeróx, sabe como é? Voltei com todo o gás e vários temas para discutir. Vamos começar?
   Considerando tudo que aprendi nesses três meses de faculdade, posso afirmar para vocês que estamos vivendo um Momento Histórico. Não, não é só por causa de impeachment, de olimpíadas, de guerra ou crise. Estou falando que cada segundo das nossas vidas é HISTÓRICO! Vou explicar melhor, pensem o seguinte: a cada momento (deixo aqui para vocês estimarem a medida de um momento) sua localização no tempo e no espaço não é a mesma. Cada momento passou, e essa passagem é histórica. Óbvio que um fato determinado vai ser noticiado e repercutido por algum tempo ou por um longo tempo.
   Mas imaginem que agora:
·         Quantos bebês estão nascendo?
·         Quantas pessoas estão morrendo?
·         Um novo ídolo começa a surgir?
·         Alguém acaba de salvar uma pessoa que seria atropelada ao atravessar a rua?
·         Um trem parou na estação e escuto centenas de passos apressados?
·         Quantas lutas de poder articuladas e escondidas?
·         Quantas invenções que num futuro próximo todos usaremos?
·         Quantas garrafas de Coca-Cola foram produzidas e consumidas?
·         Quantas discussões?
·         Quantas comemorações?
   Não, certamente a gente não tem dimensão do que é viver num planeta de sete bilhões de pessoas. Agora pensem que durante todo o tempo de existência do Universo cada instante é um momento diferente para os indivíduos envolvidos uma história diferente a ser contada? Bem, galerinha... É o que eu digo, estamos vivendo um momento histórico.
   Porém, entre tantos acontecimentos simultâneos alguns se destacam mais, talvez porque envolvem pessoas mais conhecidas, ou pela sua natureza, ou porque afetou um número expressivo de indivíduos. No final das contas, é este último que estará nos livros de História. E se algo que um grande grupo de pessoas está vivenciando um momento que com TODA CERTEZA será recontado por muito tempo? Aí, meu amigo, você pode dizer que viveu um VUMOHIS (Viver Um Momento Histórico), e essa é uma experiência (às vezes boa e muitas vezes nem tanto) da qual você se lembrará.
   O VUMOHIS tem uma parte de nós que estamos no contexto e também é uma parte nossa. Diferente das pessoas de outros tempos, a gente sabe mais do que nunca que estamos no VUMOHIS. Ignorar a importância disso é negar a nós mesmos nossa historicidade.

A imagem acima é só ilustrativa, não faço promoção de política para ninguém no meu blog.

Até o próximo post.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Somos muito mais

Somos muitíssimo mais do que nos dizem


Olá galera! É o seguinte, todo mundo que faz ou pretende fazer um curso superior na área de humanas, com ênfase em História, Filosofia, Sociologia, Ciências Sociais, Ciências Política, Geografia, já ouviu em alguém momento frases como “você é maconheiro?” ou “vai vender miçanga na praia depois de formar” ou “todo dia sua turma aplaude o sol?”. Na minha faculdade claramente há um estranhamento entre exatas, biológicas e humanas, tem até boatos de que estavam tentando tirar disciplinas de “humanas” dos cursos de outras áreas, e até uma ameaça de tirar o curso de História da universidade!
Uns dias atrás esse grafite apareceu na parede na minha sala e ninguém sabe quem escreveu, se foi da minha turma ou das turmas de outros turnos. A parede é pública e não queremos que essa expressão de pensamento seja apagada por pinceladas de tinta branca pois essa frase resuma exatamente quem somos, muito mais do que lunáticos, desocupados, hippies, vagabundos ou drogados. Por que aceitamos um rótulo que não nos pertence? Embora ao que tudo indica ninguém da minha sala tem a ver com essas inscrições e eu não faço ideia de quem tenha sido o autor genial que a escreveu em letras garrafais para que todos entendam a mensagem filosófica, as palavras nos tocaram profundamente.

SOMOS MUITÍSSIMO MAIS DO QUE NOS DIZEM.

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Vamos Discutir?

Discutindo em História

   Estou na terceira semana de aula da faculdade de História, só semana passada que começamos a ter aula mesmo. O que pude perceber desse pouco tempo é que, além dos meus colegas de sala serem estudantes realmente interessados por História, e além de que o curso abrange todo um Universo em diálogo constante com todas as disciplinas, percebi a importância da discussão para a História.
   Discussão aqui, no campo das Ciências Sociais, tem por significado argumentar, debater, polemizar, defender. O que isso tem a ver com as disciplinas? TUDO!
   Dependendo da faculdade em que você estuda (presencial ou à distância) isso pode mudar um pouco mas penso que não seja uma diferença gritante quanto ao que falarei a seguir. Na faculdade onde estudo todas as aulas da semana são em estilo de discussão, os professores nos passam um texto ou um capítulo de um livro para ler e discutimos o assunto por quatro horas. Por enquanto não temos atividades para fazer em casa além de ler e no máximo fazemos anotações do que é lido e debatido.
   Pessoalmente, cada dia é uma nova descoberta e essa forma de estudar é bastante dinâmica, argumentativa, expositiva e aberta em relação a todos os tipos de assuntos. A importância das discussões e dos debates na área de humanas é fundamental para nós, estudantes críticos da sociedade, aprofundar um olhar questionador e despido de preconceitos para compreender melhor o mundo. Até o próximo post!

sábado, 18 de junho de 2016

Minha primeira semana

A Primeira Semana


Antes de qualquer outra consideração, quero deixar claro que essa é uma experiência pessoal, então para cada em todas as faculdades as primeiras impressões podem variar um pouco.
Essa foi a primeira semana dos calouros, incluindo eu, numa faculdade pública:
  • Segunda-feira: Aula de Filosofia, desci no ponto errado e tive que correr atrás do ônibus. Cheguei na faculdade com o coração palpitando, entrei no bloco central sem saber qual caminho seguir, me perdi nos corredores procurando as salas e descobri que minha sala estava num bloco novo agora. Depois todos os calouros foram para o anfiteatro da faculdade onde os veteranos membros do TCE e os professores nos deram boas-vindas com direito até a refrigerante e lanche, eles explicaram sobre como funciona a Universidade e até nos levaram para um tour por lá.
  • Terça-feira: Aula de Sociologia, dessa vez desci no ponto certo (finalmente) e descobri outros ônibus para chegar na hora certa. Conhecemos nossos veteranos de História do 5° semestre  e fizemos um círculo de mesas na sala para nos apresentarmos. Os nossos veteranos são super de boa, tranquilos e dispostos a ajudar a gente. Eles explicaram um pouco sobre Protocolo, Departamento, PRAE/SAE, CAE... Muita coisa para o futuro.
  • Quarta-feira: Aula de Introdução aos Estudos Históricos, nosso professor dessa disciplina é uma figura! Ele nos levou para uma amostra de cinema para a Semana do Calouro e depois debatemos dois documentários, tipo universitários de verdade.
  • Quinta-feira: Aula de Sociedades Antigas e Orientais I, criamos um email e um grupo de Whatsapp para a sala, minha sala tem algo em torno de 40 alunos, uma das turmas mais numerosas de calouros. Teve trote surpresa, os veteranos pintaram nos nossos rostos as iniciais de História e demos uma volta pela Universidade de mãos dadas igual criança, mas foi divertido, por pouco tempo e sem humilhação. Os veteranos revelaram que História não tinha trote mas fizeram esse ano com a gente para mostrar que somos tão importantes quanto as outros calouros (de Medicina, Zootecnia, Psicologia, Engenharias) e que o trote responsável e leve deve ser feito para destacar o curso mostrar que História também tem calouros. Depois eles nos deixaram lavar o rosto, deram várias dicas de como conseguir bolsas e auxílios lá dentre e almoçaram com a gente no RU.
  • Sexta-feira: Aula de Iniciação a Metodologia Científica, teve oficinas para os calouros e a turma recebeu o primeiro texto para leitura. Depois de uma semana a gente se acostuma com os corredores, os blocos, onde fica o RU e os horários do "busão" então foi mais tranquilo

Poe hoje é só, essa foi minha experiência com a primeira semana, uma semana corrida, ainda não conheço muita gente lá, bem diferente do ensino médio. Gostou? Comente o que você pensa sobre essa A Primeira Semana. Até o próximo post!

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Sobre Crescer

Sobre Crescer


O tempo passa rápido, meus amigos. Parece que foi ontem que eu estava na quadra e o diretor chamava os alunos pelo nome para seguir com determinado professor em direção a sala de aula. Correndo com os colegas no intervalo, correr para o refeitório quando o sinal tocava, molhar a camisa do uniforme ao beber água no bebedouro... Tantas lembranças longes. Naquela é poça crescer era uma ideia tão distante da realidade, eu tinha de que esse dia em que eu seria adulta nunca chegaria. E aqui estamos nós agora.
Somos universitários, passamos pelo ensino médio, completamos os 18 anos, estamos trabalhando ou procurando um trabalho, alguns já moram com o namorado(a), outros mudaram de cidade para estudar. Então eu me pergunto: quando cresci? Alguém me diz em que momento isso aconteceu! Tenho a impressão de que pisquei os olhos e aqui estou.
Bem, não foi bem assim. Todos nós crescemos em idade e mentalidade, sendo que no segundo a evolução varia de pessoa para pessoa. O fato que não percebemos esse “salto” de crescimento chamado fase adulta porque ser adulto não como pensávamos em nossa mente quando crianças. Cada fase da adolescência um obstáculo é superado. Sem perceber, cada etapa nos prepara um pouco mais para enfrentar o que está por vir nos próximos anos. Claro que existem casos em que o jovem passa por situações que o obriga a crescer de repente e pular o processo acima explicado, cada um cresce de uma maneira diferente.
Cedo ou tarde o pássaro precisa sair do ninho e ganhar o céu. Estamos numa nova etapa das nossas vidas, a faculdade representa um crescimento do adolescente que saiu da escola para o adulto que quer se descobrir como parte desta sociedade humana. Aproveite ao máximo a faculdade, colegas de todos os cursos, é uma ótima oportunidade para descobrir o que vocês querem realmente fazer no futuro.
Que tal uma piadinha? Conjugue o verbo Crescer:
Eu Cresço
Tu Cresces
Ele Trabalha
Nós Pagamos contas
Vós Estudais
Eles se Endividam
(Desculpa aí a brincadeira profs de Português) kkkkkkkkkkkk

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Conhecendo a Universidade antes de começar as aulas

Conhecendo a Universidade antes de começar as aulas

   Oi galera, fiquei longe do blog por um tempo mas agora estou voltando para ficar. Daqui duas semanas minhas aulas na faculdade vão começar definitivamente então desde já estou compartilhando minhas expectativas que estão lá em cima.
   Uma dica para você que também vai começar estudar esse ano ou no próximo ou algum dia na faculdade é visitar o campus, ver onde fica a secretária, o lugar de tirar xeróx, o RU (Restaurante Universitário), o quadro de avisos e as salas onde provavelmente você vai estudar. Acima de tudo, se você é um típico universitário que vai estudar numa faculdade do outro lado da cidade e depender do ônibus e da carteirinha estudantil para pagar menos na passagem, como eu, é bom mesmo fazer essa visitinha antes das aulas e saber quais ônibus você vai pegar para não chegar atrasado no primeiro dia (no meu caso isso não resolveu muita coisa porque mesmo saindo uma hora mais cedo de casa ainda vou chegar alguns minutos além do horário).
   Foco, força e fé que um novo ano está iniciando para nós, seres recém-saídos do ensino médio. Esse ano vai ser demais, avante calourada de Histórias!

quinta-feira, 17 de março de 2016

Por que escolhi História?


Por que escolhi História?


  Certo, essa é uma pergunta frequente que nossos professores, colegas e parentes fazem quando revelamos nossa decisão. Principalmente se História for a sua primeira opção (como no meu caso). Existe um preconceito muito forte em relação a área de humanas, dizem que só entra em humanas quem não quer saber de números, os cursos relacionados  com licenciatura são os mais criticados. E então a pessoa te diz: “vai virar professor?”, “engenharia é melhor”, “coitado... vai parar de tomar banho e viver de artesanato”.  Gente, escolhi História porque eu quero! É o que gosto de estudar e ponto!
   A História me intriga, me faz querer saber mais, me faz conhecer realmente a essência humana e sua atuação durante toda a sua trajetória evolutiva até os grandes períodos históricos que nos trouxeram até aqui, eu nesse momento escrevendo este post no meu computador e publicando-o através da Internet de forma que qualquer um possa ler seu conteúdo. Quando fiz o Enem 2015 e saiu o resultado, o único curso que eu queria fazer era História.
   O fato das minhas notas serem altas nessa área ajudou na minha escolha. O fato do meu professor de História ser rico também ajudou, embora ele mesmo me pediu para pensar direito antes de entrar em História. Confesso que até o final do meu primeiro ano do ensino médio a disciplina História não estava na minha lista de possíveis escolhas para a faculdade, naquela época eu queria Ciências Contábeis, Administração ou Biologia. Foi no segundo ano que comecei a pensar no assunto e no último ano (terceiro ano) passei metade de 2015 em dúvida entre História e Matemática. Minha mãe apoiou minha escolha ainda que o resto dos meus parentes deixaram bem claro que preferiam me ver em Medicina, Advocacia ou Engenharia. Depois de uma reflexão, cheguei à conclusão de que não adiantaria nada cursar uma faculdade na área onde não tenho vocação, é História com toda certeza!
   Aqui estou eu, em breve minhas aulas começarão: primeiro semestre. Enquanto isso estou aproveitando minhas férias até junho, criei esse blog para compartilhar minhas expectativa, dúvidas e experiências pelos próximos quatro anos como estudante de História. Até o próximo post.